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Dra. Hestefani

Por Dra. Hestefani Lira Sartor | CRM-SC 33032 | Médica de Família e Saúde Mental


Você já tentou parar de fumar e não conseguiu? Saiba que isso não é fraqueza de vontade — é biologia. O tabagismo é uma dependência química reconhecida pela medicina, com mecanismos neurobiológicos tão complexos quanto outras formas de adição. E é exatamente por isso que parar de fumar com apoio médico especializado aumenta drasticamente as chances de sucesso.

Se você mora em Florianópolis ou na Grande Florianópolis (Palhoça, São José, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz) e está pensando em parar de fumar, este guia foi escrito para você. Aqui você vai encontrar informações baseadas em evidências científicas, os tratamentos disponíveis, os recursos públicos e privados da região, e por que a abordagem médica integrada faz toda a diferença.


O Tabagismo em Florianópolis e Santa Catarina

Santa Catarina ocupa uma posição importante no mapa do tabagismo brasileiro. Historicamente ligada à produção de tabaco (especialmente no Vale do Itajaí e Região Sul do estado), a cultura do cigarro ainda é presente — embora os dados mostrem uma tendência de queda no uso.

Segundo dados do IBGE e do INCA (Instituto Nacional de Câncer), aproximadamente 12% da população adulta brasileira ainda fuma regularmente. Em Santa Catarina, esse número é compatível com a média nacional, o que significa que, em Florianópolis — uma cidade com cerca de 550 mil habitantes — estamos falando de dezenas de milhares de fumantes ativos.

O que é mais preocupante: a maioria dos fumantes quer parar. Estudos mostram que cerca de 70% dos fumantes desejam abandonar o cigarro, mas menos de 5% conseguem parar definitivamente sem nenhum tipo de apoio. A diferença entre querer e conseguir está, em grande parte, no acesso ao tratamento adequado.

Em Florianópolis, esse acesso existe — tanto pelo SUS quanto pela rede privada. O problema é que muitos fumantes não sabem que podem contar com um médico para esse processo ou acham que “é só uma questão de força de vontade”.

Tabagismo: porque é tão difícil parar de fumar?

Por Que É Tão Difícil Parar de Fumar Sozinho?

Essa é, talvez, a pergunta mais importante que qualquer fumante pode fazer. E a resposta honesta é: porque o cérebro de um fumante literalmente não é mais o mesmo que o de uma pessoa que nunca fumou.

A nicotina é a substância psicoativa do cigarro responsável pela dependência. Ao ser inalada, ela chega ao cérebro em questão de segundos e se liga aos receptores nicotínicos de acetilcolina, especialmente no sistema mesolímbico dopaminérgico — o mesmo sistema de recompensa envolvido em outras dependências químicas.

Com o uso repetido, o cérebro passa a:

  • Aumentar o número de receptores nicotínicos como mecanismo compensatório
  • Reduzir a produção natural de dopamina, tornando o fumante dependente da nicotina para se sentir “normal”
  • Associar estímulos ambientais (café da manhã, após o almoço, situações de estresse, companhia de certos amigos) ao ato de fumar, criando gatilhos condicionados extremamente poderosos

Isso explica por que tantas tentativas de parar de fumar “na força da vontade” falham nas primeiras semanas: o sofrimento da abstinência é real, mensurável e neurobiologicamente explicável. Não é frescura. Não é fraqueza. É química.

Além disso, o tabagismo quase sempre cumpre funções psicológicas importantes para o fumante: regulação emocional, manejo da ansiedade, ritual de pausas ao longo do dia, socialização. Parar de fumar sem abordar essas funções equivale a tirar uma bengala sem oferecer apoio estrutural.


Os Sintomas de Abstinência do Tabaco

Quando um fumante para de fumar sem suporte, os sintomas de abstinência podem começar em poucas horas. Conhecê-los ajuda a entender por que o processo precisa de manejo ativo:

Nos primeiros dias:

  • Irritabilidade, agitação, ansiedade e dificuldade de concentração
  • Fissura intensa pelo cigarro (craving)
  • Insônia ou alterações no sono
  • Aumento do apetite
  • Humor depressivo, vazio ou sensação de “falta de algo”
  • Dor de cabeça e tontura leve

Na primeira semana:

  • Os sintomas tendem a ser mais intensos entre o 2º e o 4º dia
  • A irritabilidade pode se tornar muito pronunciada, afetando relacionamentos
  • Muitos relatam dificuldade de encontrar prazer nas atividades cotidianas

Nas semanas seguintes:

  • A intensidade dos sintomas físicos diminui progressivamente
  • Os gatilhos condicionados persistem por mais tempo e são responsáveis pela maioria das recaídas tardias
  • Situações emocionais (estresse, conflito, tristeza) continuam sendo “portas de entrada” para a recaída por meses

Compreender esse mapa temporal é essencial. A maioria das recaídas ocorre nos primeiros 30 dias — mas recaídas podem acontecer até um ano após a cessação, especialmente em situações de alta carga emocional.


Métodos Comprovados para Parar de Fumar

A boa notícia é que existem tratamentos eficazes, aprovados pela ANVISA e respaldados por sólida evidência científica. Nenhum deles elimina o esforço do processo, mas todos aumentam significativamente as chances de sucesso.

Terapia de Reposição de Nicotina (TRN)

A TRN consiste em fornecer nicotina ao organismo por vias que não envolvem a inalação da fumaça do cigarro, reduzindo os sintomas de abstinência enquanto o fumante trabalha para abandonar o hábito comportamental.

As formas disponíveis no Brasil incluem:

  • Adesivo transdérmico (patch): Liberação contínua e estável de nicotina ao longo de 16 a 24 horas. Disponível nas concentrações de 7, 14 e 21mg. É o mais indicado para uso como base da reposição.
  • Goma de mascar com nicotina: Liberação rápida, indicada para controle de picos de fissura. Disponível em 2mg e 4mg.
  • Pastilha de nicotina: Alternativa à goma para quem tem problemas dentários. Mesma lógica de uso.

A TRN pode ser usada isoladamente ou em combinação (adesivo + goma/pastilha), o que é recomendado para fumantes de maior dependência. No SUS, os adesivos e gomas são disponibilizados gratuitamente em UBS (Unidades Básicas de Saúde) habilitadas para o programa de cessação do tabagismo.

Importante: A TRN é contra-indicada em situações específicas e precisa de avaliação médica para definir a concentração e o esquema correto.


Bupropiona

A bupropiona é um antidepressivo que também tem indicação aprovada para cessação do tabagismo. Ela age inibindo a recaptação de dopamina e noradrenalina, atenuando os sintomas de abstinência e reduzindo a fissura.

Sua eficácia é menor do que a vareniclina, mas superior ao placebo. A grande vantagem é em pacientes que já fazem uso de antidepressivos, em situações onde a vareniclina é contra-indicada, ou em fumantes com perfil depressivo associado.

A bupropiona também pode ser usada em combinação com a TRN, o que aumenta sua eficácia.

No contexto do programa de tabagismo do SUS, a bupropiona pode ser fornecida gratuitamente em unidades habilitadas.


Apoio Comportamental e Psicológico

Qualquer que seja o suporte farmacológico escolhido, o apoio comportamental é indispensável. A combinação de medicação + intervenção comportamental é significativamente mais eficaz do que qualquer estratégia isolada.

O apoio comportamental pode ser:

  • Individual: Consultas com médico ou psicólogo treinados em cessação do tabagismo, com foco em identificação de gatilhos, estratégias de enfrentamento, manejo de recaídas e suporte motivacional
  • Grupal: Grupos de cessação do tabagismo, disponíveis nas UBS habilitadas. São encontros periódicos com dinâmica de grupo terapêutico, altamente eficazes por combinar informação, suporte emocional e vínculo social
  • Intervenção breve: Mesmo uma conversa estruturada de 5 minutos com um profissional de saúde (o chamado “conselho médico breve”) já aumenta estatisticamente as taxas de cessação

Tabagismo e Saúde Mental: A Conexão Que Poucos Falam

Um dado que surpreende muita gente: fumantes têm prevalência significativamente maior de transtornos mentais do que a população geral — e a relação é bidirecional.

Pessoas com depressão, ansiedade, transtorno bipolar, TDAH e outras condições psiquiátricas fumam em proporções muito maiores do que a média. Isso acontece por várias razões:

  • A nicotina produz efeito modulatório real sobre humor, atenção e ansiedade, tornando o cigarro uma forma de “automedicação” — funcionalmente eficaz no curto prazo, devastadora no longo prazo
  • O estresse emocional frequentemente acompanha a trajetória dessas condições, e o cigarro é um dos mecanismos de regulação mais acessíveis
  • Há evidências de que a nicotina interfere com os mesmos sistemas de neurotransmissores afetados pelos transtornos do humor

Isso cria um desafio clínico importante: em fumantes com diagnóstico psiquiátrico (ou suspeita diagnóstica), a cessação do tabagismo precisa ser planejada de forma integrada, considerando o impacto que a abstinência pode ter sobre o quadro de saúde mental e vice-versa.

Por isso, o acompanhamento psiquiátrico no processo de cessação do tabagismo não é luxo — é estratégia clínica.

Em muitos casos, a abordagem correta envolve:

  1. Avaliar e estabilizar o quadro de saúde mental antes ou durante a cessação
  2. Escolher a medicação para cessação levando em conta as interações com o tratamento psiquiátrico já em curso
  3. Monitorar possíveis flutuações de humor, ansiedade ou outros sintomas ao longo do processo
  4. Ajustar o plano conforme a resposta individual do paciente

O Papel do Médico de Família e da Psiquiatria na Cessação do Tabagismo

A cessação do tabagismo é um dos temas onde medicina de família e psiquiatria se encontram de forma mais natural. O médico de família tem a visão integral do paciente — suas condições crônicas, histórico familiar, contexto de vida — e pode iniciar e conduzir a grande maioria dos casos de cessação. O psiquiatra entra especialmente quando há:

  • Transtorno mental comórbido que precisa de manejo simultâneo
  • Falhas repetidas de tratamento com protocolo padrão
  • Dependência grave com sintomas de abstinência intensos
  • Dúvida diagnóstica (por exemplo, diferenciar depressão de abstinência de depressão primária)

Na minha prática clínica, vejo com frequência pacientes que chegam “para tratar ansiedade” e, na avaliação mais cuidadosa, percebemos que o cigarro é parte central do quadro — seja como causa, seja como fator de manutenção da sintomatologia. Tratar a ansiedade sem abordar o tabagismo, nesse contexto, é incompleto.

Da mesma forma, pacientes que chegam especificamente para cessação do tabagismo frequentemente revelam, ao longo das consultas, traços de temperamento, padrões de humor ou histórico que indicam a necessidade de avaliação psiquiátrica mais aprofundada.

Essa interface é exatamente onde a dupla formação — medicina de família e psiquiatria — faz diferença.


Como Funciona o Tratamento Médico para Parar de Fumar

Se você nunca passou por um tratamento estruturado para cessação do tabagismo, talvez se pergunte como esse processo funciona na prática. Em linhas gerais, o acompanhamento médico envolve:

1. Avaliação Inicial

A primeira consulta é dedicada a entender o perfil do fumante:

  • Histórico de tabagismo: Há quanto tempo fuma, quantos cigarros por dia, tentativas anteriores e por que não foram bem-sucedidas
  • Avaliação da dependência nicotínica: Geralmente feita com instrumentos validados, como o Teste de Fagerstrom, que orienta a escolha e intensidade do tratamento
  • Motivação e prontidão para mudança: Avaliação do estágio motivacional do paciente (pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção)
  • Saúde geral e mental: Comorbidades, medicações em uso, histórico psiquiátrico
  • Gatilhos e funções do cigarro: Contextos em que o paciente fuma, o que o cigarro resolve para ele, quais seriam os maiores desafios

2. Plano Terapêutico Individualizado

Com base na avaliação, define-se:

  • A data de parada (ou redução progressiva, quando indicada)
  • O suporte farmacológico mais adequado
  • O plano de acompanhamento (frequência de consultas, canais de suporte entre consultas)
  • Estratégias comportamentais específicas para os gatilhos identificados

3. Acompanhamento Ativo

Parar de fumar não é um evento — é um processo. O acompanhamento médico nas semanas e meses seguintes à data de parada é fundamental para:

  • Ajustar medicações conforme necessidade
  • Manejar sintomas de abstinência que persistam
  • Trabalhar recaídas sem julgamento (recaída é parte esperada do processo, não sinal de fracasso definitivo)
  • Reforçar motivação e estratégias de manutenção

Recursos Disponíveis em Florianópolis para Quem Quer Parar de Fumar

Pelo SUS

O Ministério da Saúde mantém o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pelo INCA, com execução nas Secretarias Municipais de Saúde. Em Florianópolis, diversas UBS (Unidades Básicas de Saúde) são habilitadas para oferecer:

  • Consultas de cessação do tabagismo
  • Grupos terapêuticos de apoio
  • Terapia de Reposição de Nicotina (adesivos e gomas) gratuitamente
  • Bupropiona (mediante prescrição médica, disponível na farmácia de alto custo)

Para acessar, o caminho usual é:

  1. Procurar a UBS mais próxima de sua residência (na Grande Florianópolis, isso inclui unidades em Palhoça, São José, Biguaçu)
  2. Solicitar encaminhamento para o programa de cessação do tabagismo
  3. Aguardar inclusão em grupo ou agendamento de consulta específica

O acesso pelo SUS pode ter fila de espera, mas o serviço é gratuito e o protocolo seguido é o mesmo preconizado pela OMS e pelo Ministério da Saúde.

Canal INCA

O INCA (Instituto Nacional de Câncer) mantém o telefone 136 (Disque Saúde), onde é possível obter informações sobre o programa de cessação do tabagismo e ser orientado sobre unidades habilitadas na sua região.

Rede Privada em Florianópolis

Na rede particular, o atendimento pode ser feito com clínicos gerais, médicos de família, pneumologistas ou psiquiatras com experiência em cessação do tabagismo. As vantagens do atendimento privado incluem:

  • Agendamento mais rápido
  • Maior flexibilidade de horários e modalidades (presencial, teleconsulta)
  • Acompanhamento mais frequente e personalizado
  • Possibilidade de integrar a cessação com outros aspectos da saúde mental em um único vínculo terapêutico

Perguntas Frequentes Sobre Parar de Fumar em Florianópolis

“Vou engordar se parar de fumar?”

Sim, é comum um ganho de peso de 2 a 5 kg nos primeiros meses após a cessação. Isso acontece por múltiplos mecanismos: a nicotina suprime o apetite e aumenta o metabolismo basal, então sua retirada reverte esses efeitos. Além disso, muitos ex-fumantes substituem o cigarro por comida, especialmente alimentos palatáveis. Estratégias de manejo do peso podem e devem fazer parte do plano de cessação.

“Posso usar cigarros eletrônicos (vape) para parar de fumar?”

Essa é uma questão muito debatida. Os cigarros eletrônicos não são aprovados pela ANVISA como método de cessação do tabagismo e não têm evidência científica consolidada de eficácia. Além disso, carregam riscos próprios à saúde. A recomendação atual das principais sociedades médicas brasileiras e internacionais é utilizar os tratamentos com evidência comprovada (TRN, vareniclina, bupropiona) em vez do vape.

“E se eu já tentei várias vezes e sempre voltei?”

Cada tentativa de cessação ensina algo. Estudos mostram que a maioria das pessoas faz múltiplas tentativas antes de parar definitivamente — e que tentativas anteriores não reduzem as chances de sucesso na próxima. O que aumenta as chances de sucesso é justamente ter suporte profissional, o que pode não ter sido o caso nas tentativas anteriores. Não desista.

“Preciso de psiquiatra para parar de fumar?”

Nem todo fumante precisa de acompanhamento psiquiátrico para cessação. No entanto, se você tem histórico de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, TDAH ou outros transtornos mentais, ou se já tentou parar várias vezes sem sucesso com protocolo padrão, a avaliação psiquiátrica pode fazer diferença significativa no seu tratamento.

“A cessação do tabagismo tem cobertura pelo plano de saúde?”

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) inclui a cessação do tabagismo como procedimento de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Isso inclui consultas médicas e, em muitos casos, os medicamentos. Vale verificar com seu plano as especificidades da cobertura.

“Qual é o melhor momento para parar de fumar?”

O melhor momento é aquele em que você tem motivação e suporte. Não existe “hora certa” perfeita — mas há recomendações práticas: evite grandes momentos de estresse adicional (como uma mudança iminente ou período de conflito familiar intenso) para a data de parada, e escolha uma data próxima o suficiente para manter o senso de comprometimento.


Por Que Buscar Ajuda Especializada Faz Diferença

Os dados são claros:

  • Fumantes que tentam parar sem nenhum apoio têm taxa de sucesso de cerca de 3 a 5% em 12 meses
  • Com aconselhamento médico breve (menos de 5 minutos), essa taxa sobe para cerca de 10%
  • Com medicação adequada, as taxas chegam a 20-30%
  • Com medicação + apoio comportamental estruturado, taxas de 30 a 40% — e podem ser ainda maiores com acompanhamento intensivo

Isso não significa que a maioria falha — significa que o acompanhamento profissional literalmente multiplica suas chances de sucesso. Para uma condição que mata mais de 150 mil brasileiros por ano (tabagismo é a principal causa de morte evitável no Brasil), essas diferenças representam vidas.

Além disso, o tratamento médico oferece algo que a tentativa solitária não oferece: um plano para a recaída. Recaída não é fracasso — é dado clínico. Com suporte profissional, uma recaída é analisada, compreendida e usada para ajustar a estratégia. Sem suporte, ela frequentemente é vivida como derrota definitiva e encerra a tentativa.


O Que Esperar do Processo: Uma Linha do Tempo Realista

Primeiras 24 horas sem fumar: Os níveis de monóxido de carbono no sangue normalizam. A oxigenação melhora. A pressão arterial começa a cair.

Primeiros 3 dias: O pico dos sintomas de abstinência. É o período mais difícil. Ter suporte ativo (medicação, profissional disponível, rede de apoio) é fundamental aqui.

Primeira semana: Os sintomas físicos começam a diminuir. O paladar e o olfato voltam a funcionar melhor. A tosse pode piorar temporariamente (é o pulmão se limpando).

Primeiro mês: Os gatilhos condicionados ainda estão muito ativos. Situações cotidianas associadas ao cigarro continuam despertando fissura. Estratégias comportamentais são essenciais.

3 a 6 meses: A maioria dos sintomas físicos já cessou. O risco de recaída diminui, mas não desaparece. É um período de consolidação.

1 ano: Ex-fumante de 1 ano já reduziu significativamente o risco cardíaco. O risco de AVC se aproxima do de quem nunca fumou. A probabilidade de recaída cai muito.

5 e 10 anos: Redução substancial do risco de cânceres relacionados ao tabaco. O organismo continua se beneficiando da abstinência por décadas.


Conclusão: Parar de Fumar em Florianópolis É Possível — Com o Apoio Certo

Parar de fumar é uma das decisões mais impactantes que uma pessoa pode tomar pela própria saúde. E como toda decisão importante, ela é mais bem tomada com informação, planejamento e apoio.

Se você está em Florianópolis ou na Grande Florianópolis e está pensando em parar de fumar — ou tentou antes e não conseguiu — saiba que existem opções de tratamento eficazes ao seu alcance, tanto pelo SUS quanto pela rede particular.

O primeiro passo é procurar um profissional de saúde. Não para “ser mandado de volta para casa com um folheto”. Mas para ter uma avaliação real, um plano individualizado e um acompanhamento que funcione para você.


Dra. Hestefani: Apoio eficaz no seu momento de vulnerabilidade

Sou a Dra. Hestefani Lira Sartor, médica, e tenho um compromisso genuíno em oferecer um atendimento humanizado e acolhedor. Meu consultório é um espaço seguro, onde você pode ser ouvido sem julgamentos e encontrar caminhos para lidar com sua ansiedade de forma individualizada.

Se você sente que sua mente está sempre em alerta, que seu corpo reage antes mesmo de você entender o motivo, ou que a ansiedade está te roubando a paz, saiba que há tratamento e acolhimento para sua dor.

Meu método é baseado na escuta ativa, permitindo que cada indivíduo se sinta ouvido e valorizado. Essa prática é essencial para identificar as raízes das questões de saúde mental e desenvolver um plano de tratamento eficaz e personalizado. Combinando conhecimento técnico e empatia genuína, além de suporte intenso após a consulta, com material personalizado e enfermeira disponível para apoiar a adaptação as medicações, eu ajudo seus pacientes a transformar a ansiedade em uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal.

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Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica individualizada, diagnóstico ou orientação específica para o seu caso.